entrevista> Cassiano Rolim e seu olhar de repórter

Antes de mais nada, um aviso: Para ler e ouvir as entrevistas desta coluna, recomendo que você chegue em casa, respire, vista-se confortavelmente e aí, sim, arrume um cantinho aconchegante e mergulhe aqui. É um convite para VC deixar a correria do cotidiano e exercitar um pouco as longas conversas. Bom chá!
CR3

O entrevistado dessa semana já é meu velho conhecido. Intermediei muitas pautas com ele na cidade de Bauru (SP). Algumas renderam matérias de rede, como uma levada ao ar pela Globo News, sobre um simpático construtor de brinquedos; outra, para uma série sobre Terceiro Setor, em que testemunhei ele mesmo indo atrás de alugar um cão da raça Dálmata para recontar a história de um professor aposentado da USP… Dividi mais coisas com ele, mas isso ficou lá atrás. O que restou nesse nosso presente é admiração profissional. O gaúcho Cassiano Kieling Sebold Barros Rolim – ou apenas Cassiano Rolim -, filho de Helga Rosane e de  Flávio, é um jornalista empenhado, curioso, daqueles que sabem fazer uma boa apuração e que têm prazer em contar a história vivenciada. Seus textos primam pelo rigor com o idioma. Suas frases têm ritmo e têm conteúdo. Ele também é um pai zeloso. Irmão amoroso. Filho querido. Bem, acho que foi casado duas vezes e tinha fama de namorador… Hoje, aos 36, dizem que está mais centrado em relacionamentos duradouros. E uma coisa é certa e nenhuma ex dele pode negar: Cassiano sempre foi fiel a sua busca pela felicidade pessoal e profissional.
A ideia de entrevistá-lo neste espaço, nessa nova etapa do Blog, veio justamente porque ele ainda é um dos poucos jornalistas que conversam comigo sobre Jornalismo com veia crítica, sim, mas também com paixão pelo ofício. Trocamos figurinhas, como dizem. Desabafamos sobre fatos cotidianos e conflitos da profissão. E suas ideias sobre a área assim como o entendimento claro sobre ética, direitos humanos e outras questões fundamentais para nossa atuação profissional me levaram a ter vontade de dividir a história desse repórter com você, meu leitor/ouvinte.
Cassiano Rolim já está na estrada do Jornalismo há mais de 16 anos… E apesar de sua pouca idade já sentiu muita poeira no rosto ao longo de sua trajetória… Trabalhou em afiliadas da Rede Globo nas cidades de Florianópolis (SC), Bauru e Sorocaba (no interior paulista) e em Resende (na região serrana do Rio de Janeiro)… Teve uma passagem rápida pela Record Paulista também em Bauru e depois seguiu viagem para mais longe. A convite, foi repórter nacional da Rede Record nos estados do Pará e do Amazonas – onde viu, ouviu e viveu muitas histórias da vida real. Pelas suas contas, em razão da profissão, já morou em sete cidades brasileiras… Mas é ele mesmo quem vai nos contar mais detalhes dessas andanças e de seu olhar de repórter…
Como hoje ele atua em Goiânia (GO), o “chá” foi online. Marcamos a entrevista para depois das comprinhas de supermercado dele, num dia chuvoso aqui e lá… Dia difícil, aliás, porque, apesar de tanta chuva, as torneiras estão secas. Segundo vi no JC, 140 mil moradores de Bauru que dependem do abastecimento do Rio Batalha estão sem água – e sem previsão. Mas essa é outra história. Só citei as chuvas porque isso deve ter atrapalhado a conexão… E, apesar de todas as tecnologias disponíveis, essa entrevista foi um tanto estranha. Fui mandando as perguntas pelo messenger do Facebook e Cassiano gravou as respostas… Para você acompanhar essa conversa “meio muda”, listo as perguntas abaixo… As respostas podem ser conferidas aqui nesse áudio.

Perguntas enviadas:
1) Cassiano, quantas andanças hein… Antes de falar delas, diz onde você está hoje? E fazendo o quê…
2) Onde você se formou e qual a melhor lembrança da faculdade?
3) Suas passagens por agências de comunicação foram ainda durante o curso… Depois fincou raiz mesmo no Telejornalismo, não é isso? Que telejornalismo se fazia no interior paulista no começo dos anos 2000?
4) O que mudou de lá pra cá?
5) O que as linhas editoriais representam (e quanto podem interferir) na atuação do repórter do ponto de vista ético?
6) Hoje estão na moda vts engraçadinhos e informais… Mas eu me lembro que você fazia isso há muito tempo… Vi matérias suas, entre 2005 e 2010, ousadas para a época – interativas, literárias, humanizadas… Lembro de você andando de mula pelo trânsito de Sorocaba, por exemplo… Você acha que as pessoas entendiam aquela sua linguagem, na época? E como você vê essa linha em que estão apostando hoje – como uma novidade…
7) Seu texto dá uma passeada pelo Jornalismo Literário… Como você vê e usa isso a
favor de suas reportagens?
8) Se pudesse voltar ao tempo, faria Jornalismo novamente?
9) Pode contar alguma focada sua?
10) Daria alguma dica para quem estuda ou pensa estudar Jornalismo hoje?

Bate-bola

Para os ouvidos…
CR: David Bowie, Belchior.

Para os olhos
CR: Uma fotografia que me intrigue, emocione e faça refletir.

Leitura de cabeceira…
CR: Todos (os possíveis) do Saramago, Budapeste, Leite Derramado, Benjamin, Meu Irmão Alemão – do Chico, biografias, romances, ficção, grandes reportagens em livro.

Um autor fatal?
CR: Gabriel García Márquez.

Quem bate um bolão no Jornalismo?
CR: Kotscho, Xico Sá, Eliane Brum, Pedro Vedova, Rodrigo Alvarez, reportagens da BBC em geral.

O que não tolera nas pessoas?
CR: Injustiça, preconceito, deselegância, falta de humanismo e solidariedade, discurso religioso se sobrepondo a fatos científicos, egocentrismo.

Um verbo…
CR: Compartilhar.

Uma meta…
CR: Conseguir harmonizar família, trabalho e sonhos.

O Jornalismo vale quanto pesa?
CR: Se ele for profundo, sim. Se for raso, vale uma passada de olhos.

O sentido da vida…
CR: Fisicamente falando, o sentido da vida é conseguir ficar vivo ao máximo, escapar de inimigos – dos germes aos predadores – procriar, dar condições de sobrevivência à prole e ao seguimento da espécie. Os outros sentidos que buscamos são abstrações e, como tais, subjetivas, adaptadas individualmente. Mas, vá lá, como somos hoje mais de sete bilhões no planeta, o sentido da nossa existência deveria ser viver com qualidade, garantindo o mínimo para isso a cada ser humano. Partilhemos! De tecnologia, de amor, de paz e de alimento e água.

Sua paz…
CR: Ar montanhoso.

Qual a próxima parada?
CR: Onde eu possa continuar sendo útil e que me proporcione conhecimento e alegria. Esse lugar pode sempre me surpreender. Mas, se eu pudesse escolher imediatamente, um lugar onde o sol não me frite os miolos. Funciono sempre melhor à temperatura amena.

Obrigada!

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Quer ver e saber mais? Espia o Instagram dele!

Um encontro com Ciro Marcondes

[foto: Elaine de Sousa]12467740_968433393245474_1103536075_n
“Território de autonomia. Território de realização. Necessidade existencial de estar bem com o que você faz”. É isso que busco de volta nesse Blog, em especial nesta coluna.
Começo com uma entrevista que realizei em maio de 2015 e que, pelo impacto talvez, gestei até aqui.
Bom, mas antes quero explicar que o nome desse espaço é inspirado em aula do querido Gilberto Lorenzon, que pude ver durante um encontro de assessores de imprensa, em São Paulo, no final de 2015. Ele falou muito sobre “pensar fora da caixa”. Eu já tinha ouvido a expressão em inglês “Think outside the box” que remete a “pensar livre das amarras convencionais”. A ideia se encaixa perfeitamente a tudo o que eu vi, ouvi e vivi num curso muito especial na Cátedra Unesco Memorial da América Latina, ao longo de dez semanas, entre março e maio de 2015. E é do último dia dessas aulas, em 27 de maio, que extraí um bate papo para compartilhar com você.
Foi uma conversa rápida, que começou no intervalo da aula numa mesa da biblioteca latino-americana Victor Civita, onde o professor Ciro Marcondes Filho assinava os certificados que seriam entregues logo mais aos participantes do “(Re) Pensar a comunicação na América Latina: juventude e transformações da cultura comunicacional contemporânea”.
Estava ensaiando para falar com ele fazia algumas semanas. Na quarta que antecedeu a última aula eu o abordei e pedi a entrevista. É engraçado como algumas pessoas ainda nos causam certo impacto, por mais acessíveis que sejam. Não sei se por que ele era o nome que encabeçava a lista da bibliografia recomendada lá no meu primeiro ano de Jornalismo ou porque logo depois descobri mais uma dezena de títulos escritos por ele… E que pese também o longo currículo, incluindo autoria da Nova Teoria da Comunicação, e o fato de estar entre meia dúzia de pesquisadores brasileiros de conceito 1A do CNPq… Não tem jeito. Eu estava diante de um ícone. E ao longo de dez semanas ficava tentando desvendar mais alguma coisa por trás daquela capa.
Discreto em suas calças caqui e seus tênis de tons pastéis, naquelas quartas-feiras o professor Ciro chegava à Cátedra bem cedo, passava um tempinho sentado próximo à mesa da recepção, em silêncio, alerta ao movimento a seu redor. Ele tentava passar despercebido, mas seu olhar tinha um ponto de atração. Olhos curiosos, sedentos, provocadores. Com um brilho que não tem a ver com a idade, mas com a vontade de descobrir a vida. Vontade de dobrar a próxima esquina, sem malas, sem amarras. Era assim que eu gostaria de ter entrado para o nosso bate-papo. Mas não deu. Eu me preparei minimamente, formulei perguntas, tentei ser o mais eficiente possível, pois temia que ele não tivesse muito tempo para a nossa conversa. E não tinha mesmo. Mas e daí? Eu poderia ter perguntado apenas o que o empolga na vida? Ou, por que insistir em lecionar no Brasil? Ou se ele gosta de tomar cerveja?!? Mas eu amarelei. Bom, chegou a hora do intervalo. Todos se dirigiram à mesa de café. Eu corri ao encontro dele, com bloquinho e celular – e com inteira sensação de principiante.

– Oi, professor. Eu sou a Elaine, de Bauru; na semana passada combinamos de conversar hoje. Pode ser mesmo?
– Oi, Elaine. Claro. Eu conheço um pessoal de Bauru…
[Trocamos algumas prévias palavras sobre Unesp, sobre o meu trabalho em Assessoria de Comunicação… E eu apreensiva com o tempo… Com receio de perder a esperada entrevista… Mas ela já estava acontecendo, não estava?!]
– Vou gravar para uma coluna chamada “Chá das Cinco às Sextas” [do meu Blog], por isso já farei as perguntas no formato da coluna, ok?!
– Ok.
A partir daí, banquei a boba e comecei a fazer as perguntas do bloquinho para aquele andarilho que afirma não definir o seu caminho… “Quem define meu caminho é o próprio contexto”. Diferentemente de muitos professores da velha guarda, Ciro é apaixonado pelo contato com alunos primeiro-anistas, especialmente por não estarem agarrados a conceitos e modelos consolidados. A íntegra desse bate-papo [inclusive com interrupções e tropeços] está no áudio anexo. É só conferir! 
Ouça também o bate bola com Ciro Marcondes Filho.

Com você, Nélson Gonçalves

Ele também é conhecido como Nelson Itaberá e querido por muita gente em razão de seu lado musical… Mas, na entrevista abaixo, realizada em agosto de 2009, a gente não falou de música. O foco do bate papo foi apenas o Jornalismo… Acompanhe.
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Aos 40 anos de idade e 16 de profissão, o jornalista Nélson Gonçalves (repórter do tradicional Jornal da Cidade, publicação consolidada em Bauru há mais de quatro décadas), concede por e-mail entrevista ao nosso Blog.
Nascido em Itaberá (SP), a 231 quilômetros da cidade do sanduíche, ele afirma, sem titubear, que se pudesse voltar atrás estudaria Jornalismo de novo. “Mas, logo em seguida, ingressaria em Direito”, completa.
Além do JC, Nélson também trabalha na TV Câmara de Bauru e tem relação estreita com o tema política. Conhecido por fazer suas coberturas com certa acidez, em respostas pontuais a esse Blog o jornalista deixa transparecer um pouco do seu perfil pessoal, especialmente no nosso ping-pong, falando de medos, amores e desafios. Confira.

Ficha técnica
Nome completo:
Nélson Gonçalves
Pseudônimo: (sem)
Formação (área e local): Comunicação social /Unesp Bauru – jornalismo
Casado? não
Filhos? sim (1)
Signo? touro

Você começou no Jornalismo em que área?
Nelson Gonçalves –
Comecei escrevendo em revistas de comportamento que compõem a Editora Alto Astral e, em seguida, em meados de 1993, ingressei no Jornal da Cidade como
revisor (função que não existe mais na redação).

Desde quando cobre política?
Nélson Gonçalves –
Desde junho de 1996, quando, na campanha da eleição municipal daquele ano, o JC precisou de um repórter para a cobertura da disputa.

Você é conhecido por publicar tudo o que vê e ouve… Como lida com suas fontes e o feed-back após a publicação das matérias?
Nélson Gonçalves –
Sempre que posso, ligo, mando e-mail ou converso com as fontes sobre o que foi publicado para discutir o conteúdo da matéria publicada, eventuais abordagens em desacordo ou outros ganchos ou subtemas não avaliados no texto publicado.

O que a cobertura de política lhe ensinou até hoje ?
Nélson Gonçalves –
Que todos os jornalistas deveriam experimentar política para compreender mais profundamente as entranhas do poder, absorver a difícil tarefa de
tentar compreender as relações, quase sempre escondidas, entre afirmativa x intenção, ação x estratégia, artimanha x articulação e fato x realidade.

Como vê a não obrigatoriedade do diploma de Jornalismo para o exercício da profissão?
Nélson Gonçalves –
O prejuízo, na essência, não está exatamente na não exigência do diploma
como condição para o exercício da profissão mas, a meu juízo, na desregulamentação da profissão. A falta de regras para o exercício da atividade que mexe diretamente com a vida das pessoas vai trazer, infelizmente, prejuízos enormes à sociedade, à democracia e ao País. Mas esta é uma afirmativa impossível de abordar em poucas linhas…

Qual a maior “focada” que você já cometeu?
Nélson Gonçalves –
Fui chamado pelo assessor do então prefeito Izzo Filho, Vicente Girotto,
para uma reunião no Gabinete do prefeito, em 1997. Fui lá sem analisar a circunstância do inusitado convite de reunião e me deparei com embate que não tinha nada a ver com jornalismo ou pauta. Foi um erro de principiante, ir no território alheio sem observar as circunstâncias, a intenção e me preparar.

Conteúdo ou embalagem? Por quê?
Nélson Gonçalves –
O conteúdo. Porque ele não tem traços, não precisa de maquiagem para se expor e, se titubear, é pego pelo cheiro, pela cor ou pela sua própria e inconfundível identidade.

Bate-bola
Amo:
a vida
Odeio: inveja
Medo: de Deus
Prazer: o violão
Desafio: ser feliz
Conquista: deixar Itaberá e a enxada
Palavra de ordem: respeito
Livro de cabeceira: As chaves do inconsciente (de Renate Jost De Moraes, Editora Vozes)
Para os ouvidos: MPB e samba de raiz
Para os olhos: a paisagem do Paranapanema, em Pirajú (SP).

Nesta semana, Mara Ramos 

Em junho 2009, conversamos com a assessora de imprensa Mara Ramos, sócia-proprietária da Lettera Comunicação Estratégica. Naquela época ainda havia Orkut! Espia só os assuntos em debate naquele momento… E analise se muita coisa mudou de lá pra cá!

foto: arquivo pessoal

Ficha técnica
Nome completo:
Mara Sílvia Rodrigues Ramos
Pseudônimo: Mara Ramos
Idade: 43
Onde trabalha: Lettera Comunicação Estratégica
Tempo de profissão? Hummm 24 anos (contando com os estágios na época da faculdade)
Casado? namorando
Filhos? Sim – o João Davi – 8 anos
Signo? Libra
Em tempos de Orkut, MSN, blogs e Twitter, qual o papel do jornalista diante da avalanche diária de informações transmitidas pelas velhas e novas mídias?
Mara Ramos – Nosso papel hoje é discernir, distinguir, separar o joio do trigo. Todas essas ferramentas são boas e úteis. Porém, se ficamos restritas a elas corremos o risco de ter uma visão linear da realidade, sem aprofundamento. Nosso papel é olhar e, pelo menos, tentar compreender o mundo a nossa volta.Como você vê a não obrigatoriedade do diploma para o exercício do Jornalismo?
Mara Ramos –
Lamento pela decisão do Supremo na semana passada. Tive uma vida acadêmica enriquecedora e fundamental para minha formação e atuação como jornalista profissional. Não consigo desvincular as coisas e lamento profundamente ver postos de trabalho dos jornalistas profissionais serem ocupados por provisionados, sem noções básicas fundamentais de bom jornalismo.Se pudesse voltar atrás, você estudaria Jornalismo?
Mara Ramos –
Fiz minha opção profissional aos 12 anos de idade e sinto que nasci para ser o que sou como profissional. Mas sempre ficou um desejo guardado de fazer agronomia. Diferente né? Acho que por isso trabalhei tantos anos com jornalismo agropecuário.Qual o futuro das assessorias de imprensa autônomas?
Mara Ramos –
Promissor. A comunicação corporativa tem crescido a olhos vistos nos últimos anos. Os empresários percebem mais a necessidade das ferramentas de comunicação em suas empresas; as redações (cada dia mais enxutas) também contam com o trabalho das assessorias, que são hoje um suporte fundamental para o jornalismo diário.

Qual foi o seu maior desafio na função de assessora de imprensa?
Mara Ramos –
Ahhh muitos! Nesses mais de 20 anos sempre atuei em assessoria. Mas acho que o maior desafio tem sido mesmo ser dona de uma empresa de comunicação corporativa, atender uma variedade tão grande de clientes. Quando eu e minha sócia, Anaí Nabuco, decidimos montar uma empresa, sabíamos que haveriam muitos desafios e, de fato, eles são constantes e diários. Mas tem valido a pena, acreditamos no nosso negócio, trabalhamos com seriedade. A mídia e os nossos clientes reconhecem isso.

Qual a ferramenta mais importante do bom assessor?
Mara Ramos –
Eu poderia dizer que relacionamento é uma ferramenta fundamental, mas hoje em dia é preciso muito mais que isso. Numa lista rápida um bom assessor precisa ter: metodologia, pensar estrategicamente, bons contatos, maillings atualizados e muito, muito jogo de cintura.

Como você vê a polêmica criada entre jornalistas e relações públicas em relação ao desempenho da função de assessor de comunicação?
Mara Ramos –
Essa briga me parece coisa de americano, pois lá nos EUA o assessor normalmente é um relações públicas. Vivemos outro país, outra realidade. Acho a polêmica desnecessária se cada profissional tiver consciência do seu papel.

Num plano de comunicação ideal, o que é indispensável?
Mara Ramos – Meta, estratégia e metodologia

Como você vê a figura do assessor de imprensa e como acha que ele é visto?
Mara Ramos –
Para quem sabe da importância de uma assessoria de comunicação, o assessor tem que estar junto com quem decide. Sua avaliação ajuda a mensurar impactos de decisões e auxiliar de forma decisiva a empresa e a imprensa. Imagino que o assessor seja visto como um facilitador que conhece a realidade de seu cliente e também o que a imprensa precisa saber.

Qual a maior “focada” que você já cometeu?
Mara Ramos –
Olha, essa é brava, mas vamos lá! Em 1996, show com João Paulo e Daniel na Expo Bauru. Saímos cedo com a dupla percorrendo todos os veículos de comunicação da cidade. Haviam dois programas de TV agendados para o mesmo horário. Ambos ao vivo. Tivemos que deixar de ir em uma das emissoras, que já estava com chamada no ar. Foi horrível, não havia desculpas. Fui com a dupla até lá para nos desculparmos com a direção, mas o “furo” com o telespectador não tinha como resolver. No ano seguinte, o João Paulo já havia falecido e fui somente com o Daniel, que entrou ao vivo no jornal do meio dia. Tivemos que sair de lá escoltados, pois houve uma invasão de fãs e as imagens acabaram em rede nacional.

O que você não tolera nas pessoas?
Mara Ramos –
Falta de ética. Picaretagem.

Solidão ou multidão? Por quê?
Mara Ramos –
Solidão. Adoro estar comigo mesma, com as pessoas que amo. Isso me deixa mais segura.

Bate-bola
Amo:
A vida
Odeio: Mentira
Medo: Não fazer o que posso
Prazer: Família
Desafio: Continuar
Conquista: Chegar até aqui.
Palavra de ordem: Respeito
Livro de cabeceira: Bíblia
Para os ouvidos: Silêncio
@: sejaamavel.com.br